quarta-feira, 9 de março de 2016

sem título - 15/10/15

toco o corpo de um poema
como se a ti,
teu corpo, eu tocasse

o círculo lírico doce de um ó
que me faz pensar
tão doce quanto a
tua boca
ou
(o olho teu
 o olho do teu
 o cu teu)

 meu âmbar

zigzag-vaievem do teu quadril
se confundindo nas entranhas
linhas-minhas-manhas
no sobedesce descompassado dos
meus versos
sem rima

o espaçamento das palavras
que ligam
meu coração ao teu segredo
me perco,
no claroalvo corpo do
teu umbigo

caminho tortuoso que traço
em retilíneo gozo
minha perdição

fundido em um só
porque de ti vejo
(meu corpo
 teu corpo
 corpo só)
poesia

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