"(...) Mas ainda não formulamos a mais séria acusação contra a poesia. O que nela há de mais terrível é a sua capacidade de fazer danos aos homens de real valor, e poucos são os que escapam à essa influência". [PLATÃO, A República]
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
‘cê quem sabe
se é pra ser réu
confesso
que me pego (hoje)
pensando em ti
a fome que
me vai e vem
de mão-em-mão
de braços em brasas
me inspirando em vão
(aí) metendo
(ali) mentando
amordaçando
o urro do leão
cais
me perco de mim
obscuro
dia duro tudo
sem paz
atroz
te encontro em mim
seguro
puro amparo
quando aventuro raro
desnudar meus
ais
e quando estou morto
e já não posso mais
você ainda é porto
atracad ouro
cais.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
nem morde
coro fácil a face
e não faço
jus a meu alarde
é bem verdade
mas sei de quem
bem me recordo
fala de mim
ensejo perde
e nem ladra
nem [me] morde
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